Reportagem da revista Galileu (Março 2011)
Médicos, químicos, físicos e engenheiros contrinuíram para que você possa hoje falar ao celular, ouvir música no rádio ou trabalhar no laptop. Como miniusinas portáteis, pilhas e baterias (nada mais que um conjunto de pilhas conectadas entre si) transformam energia química em elétrica. A ciência busca materiais cada vez mais eficientes e menos tóxicos ao meio ambiente. Conheça essa eletrizante história.
1786
O médico italiano Luigi Galvani amarrou um fio de cobre no nervo espinal de uma rã morta: toda vez que o fio e o pé da rã tocavam um disco de ferro,as perninhas dela se contraiam. Ele achou que se tratava de um tipo de impulso elétrico pós-morte.
1800
Sem uso de tecido animal, o físico italiano Alessandro Volta constrói a primeira pilha. Discos de cobre e de zinco entremeados por feltro embebido em ácido acético geravam uma corrente elétrica.
1801
Napoleão Bonaparte assiste à demostração dos experimentos de Volta e o congratula com o título de conde. Mais tarde, outra homenagem: a unidade de potencial elétrico ganha o nome de Volt.
1802
O químico inglês William Cruickshank desenvolve a primeira bateria à base de zinco e cobre capaz de gerar energia em massa. Primeiro passo para ser comercializada.
1836
O inglês John Frederic Daniell cria uma pilha com uma placa de zinco imersa em ácido sulfúrico e outra de cobre em sulfato de cobre. Eram usadas para fazer funcionar os telégrafos.
1866
O engenheiro francês George Leclanché cria uma pilha de zinco e carbono em uma solução líquida. O alemão Carl Gassner, 20 anos depois, a substitui por uma pasta úmida.
1899
A primeira pilha recarregável de níquel-cádmio doi inventada pelo sueco Waldemar Jungner. Muita pesquisa se acumulou até as baterias recarregáveis usadas hoje nos celulares e laptops.
1901
De olho nos automóveis, de que era fã, Thomas Edison inventou (também!) as baterias alcalinas, com hidróxido de potássio e zinco poroso. Depois, o motor a gasolina o superou, mas o invento iluminou trens, barcos e minas.
Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
Samuel Ruben, fundador da Duracell, desenvolve a pilha de mercúrio, adaptável ao clima quente dos países da África do Norte e do Pacífico Sul, onde as de zinco-carbono não resistiam.
1960
O canadense Lewis Urry miniaturizou o invento de Edison e criou a primeira pilha alcalina, uma Energizer, para uso em equipamentos que precisara de descargas de energia rápidas, fortes e de longa duração, como brinquedos e câmeras fotográficas digitais.
Anos 70
Fez história, no Brasil, o slogan "Ray-o-vac... As amarelinhas!". Controle remoto, relógio de parede e rádio portátil levavam as pilhas que o Pelé indicava - amarelas, como a camiseta da seleção brasileira de futebol.
1973
Um coelhinho rosa de pelúcia surge, pela primeira vez, tocando o seu tambor, em um anúncio nos Estados Unidos. O mascote das pilhas alcalinas de alto desempenho da marca rodou o mundo.
2000
O Conselho do Meio Ambiente determina que pilhas usadas sejam recolhidas por comerciantes. Mas só 1% das usadas são recicladas.
2011
A empresa brasileira C3 Tech lança, durante a Campus Party Brasil, o carregador para celulares Charger Ecco, movido a energia solar. Lançado em 2005, o carregadot Solio também carrega pilhas usando luz do sol.
- No Brasil, 1,2 bilhão de pilhas circulam por ano, 30% no mercado pirata. Menos de 1% de toda essa montanha do produto é reciclado.
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